4º Chapada In Jazz – Festival de Jazz de Chapada dos Guimarães

O tempo árido que moldura e acolhe os ipês em flor com copas amarelas, rosas, roxas e brancas tomam a paisagem linda nesse tempo de seca com as cores vibrantes da família tabebuia, composta pelas variedades da planta no período de setembro. É nesse cenário de primavera que se realiza o 4º Festival de Jazz de Chapada dos Guimarães.

O Chapada In Jazz está confirmadíssimo para os dias 20, 21 e 22 de Setembro. Será novamente no Calçadão Quinco Caldas, conhecido também como Rua das Flores.

A novidade é que a marca do festival também ficou florida e colorida, uma homenagem a primavera. Queremos que vejam não como um desenho qualquer de flor. Trata-se da representação de uma flor da família “Tabebuia”, que com certeza você já viu por aí! Conhecida com seu nome e origem tupi-guarani: Ipê significa “árvore de casca grossa” e tabebuia é “madeira que flutua”, assim como flutua o som do jazz com sua exuberância, com construções inteligentes e surpreendentes que permitem a liberdade – consciente e complexa – dos improvisos, fruto do talento e dedicação dos músicos.

O ipê é uma árvore nativa do Cerrado que podemos observar sua floração entre os meses de Julho a Setembro. Nesse período, ao observarmos o caminho de Cuiabá a Chapada poderemos conferir as flores na estrada do Parque Nacional, na entrada do Colégio Buriti e por toda a cidade, toda florida nas cores brancas, amarelas, roxas e rosa.
Iniciaremos no dia 20/09 com o MONOFOLIAR (MT), composto por Estela Ceregatti, Juliane Grisólia e Jhon Stuart. O grupo reflete em sua criação artística a concepção de arte denominada “world music” (música do mundo, universal), que traz em suas pesquisas e composições a matriz da música popular cuiabana, além de arranjos inovadores e contemporâneos.
O tempo árido e empoeirado que acolhe os ipês em flor, tornam a paisagem mais harmônica com o sax de MIKE TUCKER (USA) que atualmente, toca com Robin Mckelle’s e já dividiu o palco com Esperanza Spalding, Tiger Okoshi, George Garzone, Joe Lovano, Melvin Sparks, George Duke, Christian Scott, Fred Wesley, Eric Reed, Carl Allen, entre outros. Formou-se na Berklee College of Music, e completou mestrado em Jazz Performance na New England Conservatory. Paralelamente à sua carreira de saxofonista é também professor e tem ministrado master classes como convidado na Universidade de Minnesota, Hokaido Groove Camp em Sapporo (Japão), MAI em Nancy (França), e na Berklee College of Music.

Mike inaugura a ação de formação do festival, ministrando oficina de improvisação na Escola de Música Sol Maior, de 16 a 20 de setembro, para músicos e estudantes de música. No dia 20, abertura do festival, teremos o encerramento da oficina com uma performance dos alunos e Tucker. Logo após a apresentação do Monofoliar, Tucker apresenta seu show.

Já no sábado, JUNINHO DI SOUZA, vem de Brasília com sua guitarra iluminar a segunda noite do festival. Juninho começou cedo na música, habituou-se a ouvir de tudo e tentar tocar guitarra exatamente do jeito de cada estilo, para então ir formando o seu próprio. Seu primeiro disco solo é um resumo de tudo que ouviu até hoje, Fusion, Samba Jazz, Rock, e fez questão de expressar este ecletismo independente de estilo musical. Já o segundo disco ele lança no Chapada In Jazz, disco onde ele explora bem os ritmos Brasileiros, e que contou com a participação de Bob Mintzer.
Logo depois, sobe ao palco, abençoado pela lua cheia, ANNE WALSH (USA) que desembarca direto de Los Angeles. Anne desponta como uma das grandes divas do jazz americano. Anne deu voz a música “World Bonita”, composta por Keith Jarrett, Sergio Mendez, e Don Grolnick, e, com ela, recebeu uma indicação ao Grammy. Além disso, Anne gravou dois álbuns conceituais de canções de ninar e de música sacra, incluindo “Choice Award Winner Pais”, “Mina do bebê” e “Be Still My Soul”.
No domingo, o fechamento será em alta, com a brasileiríssima, BADI ASSAD, de São Paulo que apresentará seu álbum Rhythms, considerado uma das gravações mais importantes no universo da música clássica e do jazz. A revista Norte-Americana Guitar Player a prestigiou com o prêmio de melhor violonista daquele ano, assim como premiou Rhythms como o melhor CD, na categoria de violão acústico.

O tempo árido e empoeirado que acolhe os ipês em flor torna a paisagem mais harmônica e nessa harmonia, aflora o Chapada in jazz, simplesmente contemplativo.

 

Por Viviene Lozi

Produtora executiva do Chapada In Jazz 

O Chapada in Jazz acredita que é fundamental que seu público, cada vez mais, tenha consciência da linguagem do jazz, de suas características, da sua influêcia para a música que hoje é feita no mundo, enfim, de seu DNA. Até mesmo para, a partir desse conhecimento, entender a abrangência do estilo e suas vertentes.

 

Em 2013, pela primeira vez, conseguimos dar um primeiro passo num sonho que sempre esteve presente desde a idealização do Chapada In Jazz – agregar oficinas de capacitação. Neste ano ofereceremos a oficina de improvisação com um dos grandes expoentes do jazz da atualidade, o saxofonista Mike Tucker, que também é professor da mais renomada universidade de música do mundo, a Berklee College of Music. Considero essa oficina um grande incentivo para os músicos que estudam e pesquisam a linguagem da improvisação, realmente um presente! Aliás, teremos grandes  mestres nessa linguagem como, Renato Vasconcellos, Tom Zink, Juninho de Souza e Hamilton Pinheiro, só para citar alguns dos grandes improvisadores que estarão presentes nesses três dias de festival.

Mas esse é só o início da caminhada, mais oficinas virão nos próximos anos e não só voltadas para músicos, mas também para amantes do jazz que querem saber mais de sua história e de seus fundamentos. Vamos caminhando juntos.

Viva a música!

 

Por Ebinho Cardoso

Curador do Chapada in Jazz

 

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