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NOTÍCIA

Átila Tolentino destaca protagonismo das comunidades e novo olhar sobre o patrimônio cultural

 

Professor do IBRAM ministra módulo sobre museologia social e reforça importância da memória no cotidiano das pessoas

 

A participação do professor doutor Átila Tolentino no curso “Educação Patrimonial -Conhecer para Preservar” trouxe ao debate um dos temas mais atuais e necessários no campo cultural: o protagonismo das comunidades na construção, preservação e valorização do patrimônio cultural. Ministrando a Aula 17, encerrando o quinto módulo da formação, o especialista em museologia social destacou a importância de repensar o conceito de patrimônio para além das estruturas tradicionais.

Segundo Átila, o curso se destacou pela forma como foi estruturado, reunindo diferentes módulos e especialistas de maneira integrada e coerente. Para ele, a proposta pedagógica foi bem planejada e conseguiu articular teoria e prática de forma consistente.

“Esse curso foi muito bem desenhado, desde a sua concepção até a escolha dos professores. Foi uma construção muito bem organizada, e é uma satisfação poder contribuir com esse processo”, afirmou.

MUSEOLOGIA SOCIAL E VOZ DAS COMUNIDADES

Durante sua aula, Átila trouxe reflexões sobre a relação entre educação patrimonial, memória e museologia social, enfatizando o papel das comunidades que historicamente foram silenciadas nas políticas culturais.

De acordo com o professor, é fundamental reconhecer que o patrimônio cultural não deve ser pensado apenas a partir de instituições ou estruturas formais, mas sim a partir das vivências e experiências das próprias comunidades.

“Museus comunitários são aqueles criados, pensados e geridos pelas próprias comunidades. São espaços onde a memória e a identidade são construídas coletivamente”, explicou.

Ele destacou ainda que essa abordagem permite ampliar o conceito de patrimônio, incluindo saberes, práticas e referências culturais que fazem parte do cotidiano das pessoas.

PATRIMÔNIO NO COTIDIANO

Um dos pontos centrais da fala do professor foi a necessidade de romper com a visão tradicional de patrimônio restrita a edificações históricas. Para ele, o patrimônio cultural está presente na vida diária, nas relações sociais e nas experiências locais.

“Não é pensar o patrimônio como algo distante, apenas ligado ao que é de pedra e cal. O patrimônio está no cotidiano, no bairro, no quintal, na vida das pessoas”, destacou.

Essa perspectiva reforça a importância de valorizar as referências culturais próximas, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade nas comunidades.

CONSTRUÇÃO COLETIVA DO CONHECIMENTO

Átila também ressaltou que o processo de ensino e aprendizagem no curso foi marcado pela troca de experiências entre professores e alunos. Para ele, o conhecimento não é unilateral, mas construído coletivamente a partir das vivências de cada participante.

“Eu venho como professor, mas aprendo muito com as pessoas. O conhecimento é construído de forma coletiva, e isso é o mais rico de uma formação como essa”, afirmou.

EXPERIÊNCIA EM CUIABÁ

Em sua primeira visita a Cuiabá, o professor destacou a satisfação em conhecer a realidade local e os trabalhos desenvolvidos na área de patrimônio cultural no estado. Segundo ele, a experiência foi enriquecedora tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal.

“Foi uma oportunidade de conhecer a cidade, aprender com as pessoas e entender como o patrimônio é trabalhado aqui. Saio com muita satisfação por essa troca”, concluiu.

A participação de Átila Tolentino no curso reforça a importância de uma educação patrimonial mais inclusiva, crítica e conectada com as realidades locais, colocando as comunidades no centro dos processos de preservação e valorização da cultura.

O CURSO

Realizado pela Ação Cultural, em parceria com a SECEL-MT, o Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso, a UNEMAT e o IPHAN-MT, o curso conta com a coordenação pedagógica das professoras doutora Denise Argenta e mestra Vivienne Lozi e do professor doutor Renato Fonseca. Composto por seis módulos, totalizando 180 horas de aulas teóricas e práticas, nas modalidades presencial e virtual e certificação, o projeto prevê visitas técnicas em espaços culturais de Cuiabá e região metropolitana e uma saída de campo para mapeamento e reconhecimento de patrimônios culturais locais.  As aulas tiveram início no último dia 6 de fevereiro e seguem até o dia 10 de abril.

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