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NOTÍCIA

Curso de Educação Patrimonial reúne participantes de várias regiões e fortalece preservação cultural nos municípios

 

Formação híbrida prepara agentes culturais para atuar em comunidades de Mato Grosso e de outros estados

 

O curso de Educação Patrimonial “Conhecer para Preservar” tem se destacado não apenas pelo número expressivo de inscritos, mas também pela diversidade de perfis e regiões representadas. Participantes de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sorriso, Araguaiana e outros municípios compartilham experiências e desafios relacionados à preservação do patrimônio cultural.

A estudante de Arquitetura Ana Clara Chaves, de Cuiabá, avaliou que ainda existe desconhecimento da população sobre o patrimônio histórico. “Muitos jovens veem apenas o abandono e não sabem como agir. Falta incentivo para ocupar esses espaços e devolver vida a eles”, afirmou. Para ela, a interdisciplinaridade do curso é um dos principais diferenciais. “As trocas entre os participantes permitem levar a educação patrimonial para além do institucional e aplicá-la em ações comunitárias”, disse.

De Várzea Grande, a presidente da ANFEMAT, Celi Minas Nova, destacou a importância do mapeamento das manifestações culturais. “Trabalhamos com o cururu, o siriri e a viola de cocho. Mostrar e dar visibilidade a esse patrimônio imaterial é manter viva a nossa identidade cultural”, afirmou.

Em Cáceres, o assistente técnico David Senábio ressaltou que o curso contribui diretamente para a atuação no serviço público. “Temos muito patrimônio tombado e outros que ainda precisam de intervenção. Essa formação vai nos ajudar a dialogar com a comunidade e desenvolver projetos no município”, explicou.

Já a museóloga Vilma Tolentino, de Sorriso, apontou como principal desafio o reconhecimento político dos espaços culturais. “Mesmo com um museu recente e reconhecido como referência, ainda precisamos de mais apoio público. A educação patrimonial precisa ser pensada desde o início, especialmente em cidades jovens”, afirmou.

Para o secretário de Cultura de Araguaiana, Wcleverson Batista, a formação chega em um momento estratégico. “Nossa cidade tem quase 270 anos e perdeu muitos patrimônios ao longo do tempo. O curso traz um novo olhar para preservar festas religiosas, práticas culturais e modos de fazer tradicionais”, destacou.

Com aulas presenciais e online, visitas técnicas e atividades de campo, o curso busca formar multiplicadores capazes de aplicar o conhecimento em suas comunidades, promovendo ações concretas de preservação, valorização e educação patrimonial em todo o estado.

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