O tema “A educação museal e a Política Nacional de Educação Museal” será tratado em aula online, pela Coordenadora de Educação e Formação Museal, Marielle Costa Gonçalves
A sexta edição do curso gratuito de Educação Patrimonial: “Conhecer para Preservar”, iniciado no último dia 6 de fevereiro, conclui o primeiro módulo, hoje, dia 19, a partir das 18h30, com aula abordando “A educação museal e a Política Nacional de Educação Museal – PNEM”. O tema é ministrado pela coordenadora de Educação Museal do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), a professora Marielle Costa Gonçalves. O curso de formação bateu recorde de inscritos e está com mais de 300 participantes, profissionais da área de vários municípios de Mato Grosso e do Brasil, e ainda de outros países, como a Bolívia.
A professora, que também é museóloga, acredita que o conteúdo que será tratado logo mais, irá contribuir para a compreensão da educação museal como uma prática estratégica de transformação social, e não apenas como uma atividade complementar aos museus. “A educação museal é um campo político, pedagógico e cultural que fortalece o direito à memória, à identidade e à participação social”, assevera. E completa: “Como coordenadora de Educação e Formação Museal do Ibram, trago a perspectiva da construção e implementação da Política Nacional de Educação Museal (PNEM) em âmbito nacional, especialmente no que diz respeito à articulação federativa e ao fortalecimento das redes de educadores museais”.
Pegando Cuiabá como cenário da formação, Marielle considera fundamental dialogar com a realidade local. “Quando o patrimônio histórico enfrenta abandono ou risco de perda, a educação museal torna-se ainda mais urgente. Ela pode mobilizar comunidades, fortalecer o sentimento de pertencimento e fomentar processos de preservação que não dependam apenas da infraestrutura física, mas do reconhecimento social do valor daquele patrimônio. Pretendo refletir com os participantes sobre como a PNEM pode ser um instrumento de mobilização e incidência também nesse contexto”, frisa.
Em relação ao curso, a coordenadora do Ibram espera contribuir para ampliar o entendimento da educação museal como um processo contínuo, participativo e comprometido com os territórios. “Espero que os participantes saiam fortalecidos para atuar como agentes de preservação, mas também como mediadores culturais críticos, capazes de construir pontes entre patrimônio, comunidade e políticas públicas. Também vejo o curso como um espaço de escuta. É fundamental que possamos compreender as realidades locais e os desafios concretos enfrentados pelos profissionais e pelas comunidades, pois a implementação das políticas públicas só se consolida quando dialoga com o chão dos territórios”.
A formação, que está completando seu primeiro módulo, é fruto de parceria entre a Ação Cultural, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT), o Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso, a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), a Superintendência Mato Grosso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), com apoio financeiro da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), através do Ministério da Cultura.